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Desembargador federal De Sanctis volta a criticar CBF

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Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília – O desembargador federal Fausto De Sanctis voltou a criticar, hoje
, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para ele, o Estado brasileiro
deve fiscalizar a entidade, mesmo que a Constituição Federal garanta às
entidades e associações esportivas autonomia de organização e funcionamento.

“Em dado momento, a CBF se deslocou [deixou de cumprir] de seu objetivo
primordial, que é fomentar o esporte, e passou a tratar o assunto como algo de
caráter privado”, declarou o desembargador, durante o seminário promovido pelo
Ministério da Justiça, em Brasília (DF), para discutir a lavagem de dinheiro no
futebol brasileiro. De Sanctis já havia feito críticas
à entidade durante o primeiro dia do evento, ontem.

Ao defender que o Estado fiscalize a CBF e os clubes de futebol com maior
rigor, De Sanctis mencionou a necessidade de que um órgão independente seja
criado. “É necessário um órgão independente da CBF que esteja à altura de
fiscalizar as contas, que estão sem controle algum”, disse o desembargador,
destacando que, ao contrário do que estabelece seu estatuto, a CBF obtém lucros
altíssimos administrando uma paixão e um patrimônio nacional e não os reinveste
no esporte.

Perguntado por um agente da Polícia Federal sobre a constitucionalidade da
Lei Geral da Copa do Mundo de 2014, que tramita no Congresso, De Sanctis disse
que, do ponto de vista legal, o tema vem sendo tratado de forma equivocada.

“Para mim, há aí a mesma questão da autonomia que a CBF reclama para si. O
esporte exige sim que o regramento quanto a sua organização e funcionamento seja
estabelecido por seus próprios praticantes e entidades, mas isso não significa
que normas internacionais que não dizem respeito à organização do evento influam
na nossa soberania”, disse o desembargador.

Edição: Rivadavia Severo


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