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Mortes por atropelamento no Centro caem 40% e 10,7% em toda a cidade

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As ações de cunho educativo do Programa de Proteção ao Pedestre (PPP) contribuíram para a queda de 40% de atropelamentos seguidos de morte na 1ª. Zona de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPP) Centro/Paulista e de 10,7%  no Município de São Paulo, entre 11 de maio de 2011 e 10 de maio de 2012, comparado com o mesmo período anterior.

A Prefeitura de São Paulo divulgou nesta terça-feira (7), no CEU Perus, Zona Norte, durante instruções do projeto Marronzinho na Escola, números que apontam redução nas mortes por atropelamento no primeiro ano vigência do Programa de Proteção ao Pedestre (PPP). As ações de cunho educativo de respeito ao pedestre contribuíram para a queda de 40% de atropelamentos seguidos de morte na 1ª. Zona de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPP) Centro/Paulista e de 10,7%  no Município de São Paulo, entre 11 de maio de 2011 e 10 de maio de 2012, comparado com o mesmo período anterior. Foram 24 mortes de pedestres na área central ante 40 no período anterior.

 

Arquivo Secom

Esses resultados confirmam a tendência de diminuição na soma dos óbitos de pedestres, corroborando o êxito do Programa empreendido pela Administração Municipal para marcar o advento da Década de Ação para a Segurança Viária estabelecida pela Assembleia Geral da ONU. Todas as análises fazem comparações com épocas anteriores ao lançamento da Campanha e usam a mesma metodologia: o cruzamento de dados de mortes com base nas anotações registradas pelo Instituto Médico Legal (IML) e boletins de ocorrência de acidentes de trânsito cadastrados pela Polícia Civil.

 

O levantamento revela também uma redução de 34,3% no número de atropelamentos na ZMPP da Área Central. Foram 424 atropelamentos registrados nessa região de 11 de maio de 2011 a 10 de maio de 2012 ante 645 no período anterior.

 

O objetivo do Programa de Proteção ao Pedestre é reduzir drasticamente o número de mortes por atropelamentos no município de São Paulo. Para tanto, busca-se uma mudança de comportamento de todos os atores do trânsito com relação ao respeito à faixa de segurança e prioridade à vida. Esse objetivo consiste, na sua essência, num processo contínuo de Educação para o Trânsito e Cidadania. É evidente que isso demanda tempo e requer atenção redobrada de todos os que circulam pelas ruas da capital paulista, seja por meio de veículos motorizados, bicicletas ou a pé.

 

crédito da foto – Luciana F. Batista/Secom

A mudança conceitual tem surtido efeito, pois a quantidade de atropelamentos em São Paulo vem diminuindo gradativamente ano após ano: entre 11 de maio de 2011 e 10 de maio de 2012, ocorreram 6.632 atropelamentos no município ante 7.132 na época anterior. Uma redução de 7%.

Vale lembrar que o PPP segue estruturado no trabalho educacional com a presença de orientadores de travessia posicionados nas vias mais movimentadas, em eixos mais distantes do centro da cidade, em corredores de ônibus e na ação especial de orientação desenvolvida dentro da USP.

 

Outras pesquisas apontam: sobem o uso do Gesto do Pedestre e o respeito à travessia

 

A fim de acompanhar o desempenho do PPP, a CET realiza pesquisas frequentes de redução de mortes/atropelamentos, de respeito ao direito de travessia do pedestre e de comportamento dos usuários do trânsito em geral. O trabalho analítico serve de base para o planejamento de novas ações, mais focadas nas necessidades pontuais percebidas nas ruas.

 

Conforme pesquisa de opinião feita entre os dias 18 e 29 de junho com 429 pedestres e 423 condutores em sete cruzamentos da cidade, o gesto do pedestre vem sendo assimilado gradualmente pela população: 17% dos pedestres que afirmaram, na sondagem anterior (de novembro/2011), “nunca” terem feito o gesto passaram a adotá-lo.

 

Em suma, o estudo sobre o uso do gesto do pedestre demonstrou que a maioria dos pedestres e motoristas entrevistados sabe que o pedestre pode fazer o gesto para sinalizar a sua vontade de atravessar. O quadro abaixo revela como esse conhecimento cresceu nos últimos tempos:

 

 

Fiscalização intensiva

 

Em 11 meses de fiscalização intensiva, ou seja, de 08 de agosto de 2011 até 31 de julho de 2012, já foram contabilizadas 263.196 autuações relativas a infrações de desrespeito à preferência do pedestre no trânsito.

 

Os enquadramentos dispostos neste balanço são:

 

584-33: Deixar de indicar com gesto/Luz indicativa a mudança de direção (seta).  Multa grave, R$ 127,69 e 5 pontos na CNH.

 

605-01: Avanço de semáforo vermelho. Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.

 

616-50: Deixar de dar preferência ao pedestre em via transversal. Multa grave, R$ 127,69 e 5 pontos na CNH.

 

612-20: Deixar de dar preferência ao pedestre na faixa a ele destinada. Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.

 

567-31: Parar sobre a Faixa de Pedestre. Multa média, R$ 85,13 e 4 pontos na CNH.

 

613-00: Deixar de dar preferência ao pedestre que não tenha concluído a travessia.  Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.

 

Marronzinho na Escola

 

Iniciada em fevereiro, em caráter piloto, no bairro paulistano da Lapa (Zona Oeste da cidade), a iniciativa do Marronzinho na Escola já percorreu oito escolas públicas, tendo abrangido cerca de 600 alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental I (antiga 4ª. série). A partir de hoje, 07 de agosto, os operadores da CET ensinarão noções básicas de trânsito seguro a muito mais crianças em sala de aula. A agenda da ação dedicada aos pequenos já tem previstos os seguintes atendimentos:

 

CEU Perus (Vila Malvina) – Dia 7 de agosto – às 9h30;

 

CEU Perus (Vila Malvina) – dias 8 e 9 de agosto – às 14h;

 

EMEF Frederico G. Santos Tenente Aviador (Cachoeirinha) – dias 13 e 14 de agosto – às 8h e 9h (2 turmas por dia);

 

EMEF Octavio Pereira Lopes (Jaçanã) – dias 22 e 23 de agosto – às 9h e 10h (2 turmas por dia);

 

Colégio Notre Dame (Sumaré) – dia 27 de agosto – às 9h.

 

Nos encontros com a criançada, marronzinhos coordenam um bate-papo de 50 minutos sobre Trânsito, disseminando valores do Programa de Proteção ao Pedestre junto ao público infanto-juvenil. O projeto começou restrito a escolas públicas da região Lapa/Pinheiros, mas a ideia é que seja ampliado ainda este ano para as zonas Sudeste e Leste da cidade. Ao todo, 241 agentes de trânsito se inscreveram voluntariamente e deverão passar por seleção e preparação nos próximos dias para poder atuar com os jovens estudantes.

 

Também com a volta às aulas neste segundo semestre de 2012, outra medida educativa em curso é a atuação de mímicos. Os atores se apresentam na porta de algumas escolas com maior impacto no sistema viário, nos horários de entrada e saída das turmas, orientando sobre a importância de se procurar a faixa de segurança ao atravessar uma via. Eles passam, por meio dos gestos, orientações de respeito ao semáforo, abordam pais que param irregularmente em fila dupla e os alertam quão necessário é prevenir a segurança das crianças.

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