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Comércio varejista apresenta saldo de 1.198 em contratações em setembro e confirma recuperação do setor no 2º semestre

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Na comparação interanual houve aumento de 2,8% de funcionários no comércio varejista

O comércio varejista de São Paulo registrou saldo positivo (1.198) de empregados com carteira assinada, entre admitidos (44.560) e demitidos (43.362), contabilizando estoque final de 994.662 trabalhadores, em setembro. O valor é 0,1% superior do que o registrado em agosto. A análise foi realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) sobre os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao analisar a série do saldo mensal de empregados desde janeiro de 2012, verifica-se uma recuperação no ritmo de contratações. De janeiro a junho, foram acrescidos ao estoque final apenas 479 empregados formais, enquanto nos três primeiros meses do segundo semestre esse número atingiu 12.069 novos empregados. No comparativo entre setembro de 2012 e o mesmo período de 2011, o estoque de empregados é 2,8% superior.

Em setembro, houve redução no número de admitidos, com 4.694 vagas a menos do que em agosto – decréscimo de aproximadamente 10% – sendo 44.560 admitidos em setembro diante dos 49.254 em agosto. Por outro lado, 43.362 funcionários foram demitidos do comércio varejista em São Paulo em setembro, contra os 42.639 desligados em agosto, ou seja, houve praticamente 2% de acréscimo no número de demissões. De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, é importante ressaltar que os empresários do comércio não estão contratando menos e demitindo mais e, sim, ajustando e selecionando seu quadro de funcionários para as vendas de fim de ano. Os setores que mais contrataram foram os de Vestuário, Tecidos e Calçados (5,9%), Móveis e Decorações (4,9%), Supermercados (4,8%) e Farmácias e Perfumarias (4,8%).

Embora o nível de contrações formais em 2012 seja menor que o verificado em 2011, a Assessoria Técnica acredita que a recuperação do nível de emprego sentida nesses três primeiros meses do segundo semestre, demonstra que os empresários do comércio estão otimistas e apostando nos seus negócios para esse segundo semestre. Essa evolução pode ser interpretada como uma tendência, visto que há uma série de estímulos para a manutenção do nível de atividade econômica aquecida e, principalmente, o consumo interno. Dentre esses estímulos, estão as expansões do crédito e da renda, a queda nas taxas de juro, o alongamento dos prazos de financiamento, a manutenção dos incentivos fiscais (redução do IPI), dentre outros. A proximidade das vendas de fim de ano ainda deve impulsionar as vendas e por consequência as encomendas do comércio à indústria, impactando indiretamente a contratação de mão de obra do varejo – como sazonalmente se dá. Isso sem contar com a injeção de cerca de R$ 38 bilhões proveniente do 13º na renda das famílias.

Rotatividade Em setembro de 2012, a taxa de admitidos e demitidos ficou em 4,5% e 4,4%, respectivamente. Com isso, a rotatividade no comércio geral ficou em 4,4%, em setembro. Os segmentos que descreveram as maiores taxas de rotatividade nesse mês foram os de Vestuário, Tecidos e Calçados (5,9%), Móveis e Decorações (4,6%), Supermercados (Alimentos e Bebidas) (4,9%) e Farmácias e Perfumarias (4,7%).

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